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Receber uma prenda que não serve ou que simplesmente não é necessária é uma situação comum
As férias deixam para trás não só recordações agradáveis, mas também muitas coisas de que não precisamos: desde outro conjunto de gel de banho a electrodomésticos que só ocupam espaço. Deitar fora um presente é uma vergonha e uma pena, dá-lo é uma ofensa e deixá-lo para trás é desarrumar a casa. A RBC-Ucrânia fala-nos de 5 formas éticas de nos livrarmos de uma prenda indesejada de uma forma que preserva a relação com o doador e limpa o espaço.
Receber uma prenda que não serve ou que simplesmente não é necessária é uma situação familiar. “Pais Natais secretos” no trabalho ou noutras equipas, festas, presentes de parceiros, colegas ou simplesmente não adivinhados por alguém que lhe é próximo.
Deve dar-se uma segunda vida a essas coisas ou trocá-las por algo que lhe convenha pessoalmente. E esta é uma prática absolutamente normal, porque se trata de uma abordagem consciente e ecológica das coisas.
Por vezes, vale a pena guardar a prenda. Ao fim de algumas semanas, as emoções diminuem e a decisão surge por si só – sem pressa nem culpa.
“Transmissão”: uma estratégia para as próximas férias
Este é o método mais comum, mas requer o máximo de cuidado. A regra principal é que nunca se deve transmitir um objeto no mesmo círculo de amigos ou familiares em que ele nos foi dado.
Mantenha uma lista (nas notas do seu telemóvel) de quem lhe deu exatamente o objeto. Passe-o apenas a pessoas que não coincidam definitivamente com o primeiro doador. Não se esqueça de verificar se existe algum cartão ou cheque no interior.
Caridade: dar um presente como uma boa ação
Se o objeto for novo e de boa qualidade, mas não lhe convier pessoalmente, dê-o a alguém que precise dele. Pode ser um orfanato, um centro de reinstalação ou lojas de caridade (Laska, etc.).
Quando o doador perguntar qual o destino do objeto, pode dizer honestamente: “Era maravilhoso, mas decidi dá-lo a alguém que precisava mais dele”. Isto cria respeito, não ressentimento.
Revenda: Transforme coisas em dinheiro
Atualmente, vender presentes no OLX, no Shafa ou no Instagram é uma prática completamente normal.
Fixe o preço ligeiramente abaixo do preço de mercado para se livrar rapidamente do objeto. Os fundos recebidos são mais bem empregues em algo realmente útil. Isto é amigo do ambiente, porque o objeto vai encontrar um dono que o vai utilizar e não deitá-lo fora.
Festa de troca: uma abordagem ecológica
Reúne os teus amigos para a chamada “troca”. Todos trazem coisas que não lhes servem (roupa, livros, cosméticos, electrodomésticos) e trocam entre si.
Livramo-nos do que não precisamos e recebemos algo útil em troca. Se o doador for um amigo próximo, pode convidá-lo para essa festa, explicando-lhe que se trata de uma tendência para o consumo consciente.
Já agora, nas redes sociais existem atualmente muitos grupos temáticos onde as pessoas trocam coisas. Talvez esta opção funcione para si.
Conversa honesta e regresso à loja
Esta é a forma mais radical, mas a mais honesta para as pessoas mais próximas. Se a prenda for cara (por exemplo, electrodomésticos ou roupa de marca) e o presenteador tiver o recibo, é melhor confessar.
Exemplo: “Agradeço imenso a sua atenção, mas este tamanho/cor não me serve. Podem ajudar-me a trocá-lo para o poder usar?”
A maioria das pessoas aceita este tipo de pedido adequadamente porque querem que o seu presente traga alegria, não pó.
Vale a pena lembrar que um presente é um gesto de atenção, não um compromisso para toda a vida. O tato numa situação destas é não ferir os sentimentos da outra pessoa, não guardar uma coisa de que não se precisa durante anos.
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